Postado em 23 de Abril de 2018 às 15h01

Semana Mundial de Alergia alerta para as dermatites atópicas

Vida Saudável (33)

Doença crônica pode estar relacionada a alergias respiratórias.

Inicia nesta segunda-feira (23), a Semana Mundial de Alergia – promovida pela Organização Mundial de Alergia (WAO) –, que traz como tema em 2018 a atenção às dermatites atópicas. Esta doença crônica inflamatória afeta cerca de 2 milhões de brasileiros, provocando coceiras e erupções, comprometendo a qualidade de vida do paciente.

Apesar de ser uma enfermidade relacionada à pele, tem forte ligação com as alergias respiratórias. “Geralmente, a dermatite atópica precede a asma e a rinite – dois a cada três pacientes apresentam quadros associados – e a prevalência de alergias respiratórias é muito maior entre pessoas com dermatite atópica, chegando a 45%”, explica o otorrinolaringologista Dr. Rodrigo Kohler.

Revista Servioeste - Saúde e Meio Ambiente Um estudo realizado na Austrália pelas universidades de Melbourne e Monash, em parceria com o Instituto de Pesquisa Menzies, mostrou que pacientes que sofriam de eczema na infância tinham...

Um estudo realizado na Austrália pelas universidades de Melbourne e Monash, em parceria com o Instituto de Pesquisa Menzies, mostrou que pacientes que sofriam de eczema na infância tinham uma propensão 70% maior de desenvolver asma até a idade adulta, em comparação com as que não foram atingidas pela dermatite. Entre os adolescentes, o número saltava para 114%. Observou-se também que se sofrem os brônquios, sofre também o nariz. Cerca de 80% dos pacientes com asma já enfrentaram crises de rinite. “O termo ‘atopia’ significa que há uma predisposição genética por trás de uma hipersensibilidade do organismo a alérgenos ambientais, como poeira, ácaros, baratas e pólen. Essa reação pode irromper na pele e/ou nas vias respiratórias”, esclarece Dr. Rodrigo.

Além de tratar e fortalecer a parte respiratória, pacientes que apresentarem quadros de eczema atópico devem procurar reforçar a barreira cutânea, com cremes e pomadas específicos. Em casos mais graves, pode-se exigir o uso de derivados da cortisona e outras drogas imunossupressoras administradas com o objetivo de inibir a resposta imunológica responsável pela agressão aos tecidos cutâneos. O mais indicado é buscar também um médico dermatologista e/ou imunologista para intensificar o tratamento.

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