Postado em 29 de Março de 2018 às 15h10

Transplante de Tecido Ocular

Gestão de Saúde (33)

Banco de Olhos de Volta Redonda é responsável por 40% dos transplantes no estado do Rio de Janeiro.

O Banco de Tecido Ocular de Volta Redonda, inaugurado em 2010, soma 1.196 córneas fornecidas para transplante até 2017 e é responsável por 40% dos procedimentos realizados no estado do Rio de Janeiro. Em 2018, o estado realizou entre janeiro e março mais 144 transplantes de córnea, sendo 30 delas fornecidas pela unidade de Volta Redonda.

O Banco de Olhos do município é responsável pela captação de tecido ocular em 34 cidades do Sul do estado do Rio. Hoje, cerca de 20 córneas são captadas por mês pelas equipes de Volta Redonda, mas o objetivo é alcançar a média de 30 córneas mensais.

De acordo com a coordenadora do Banco de Tecido Ocular de Volta Redonda, Michele Antoniol Gama, o aumento da coleta depende de dois fatores principais. “A pessoa deve comunicar à família o desejo de doar órgãos e tecidos, pois são os familiares que autorizam, ou não, a doação. Outro fator importante é que as instituições parceiras, hospitais da região de abrangência, façam a notificação dos óbitos”, explicou.

O oftalmologista Gustavo Guerra, responsável técnico pelo Banco de Olhos, explica o trabalho da unidade. “Quando o banco é notificado sobre um possível doador, uma equipe segue para o local e o primeiro passo é a entrevista com os familiares sobre a importância da doação. Sendo autorizada a coleta, a equipe capta a córnea e a esclera e leva ao Banco de Olhos, onde o material é processado e encaminhado para transplante”, falou.

Ele completa afirmando que para doar é preciso ter entre dez e 79 anos. E cada doador pode beneficiar quatro pacientes. Cada córnea é encaminhada para uma pessoa diferente e as escleras, normalmente utilizadas em enxertos oculares, também servem uma para cada paciente.

*Matéria: Renata Borges
Foto: Evandro Freitas | Secom/VR

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