Postado em 22 de Dezembro de 2017 às 11h01

Cuidados com as doenças de pele no verão

Vida Saudável (28)

O câncer de pele é considerado o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos estipulados no País.

Por Samara Grando

Com o início de dezembro, logo começam os preparativos para as férias de verão. A estação mais quente do ano é a escolhida por muitas pessoas para viajar, visitar familiares e, com isso, curtir o tempo livre, principalmente com os dias bonitos de sol. Mas é preciso ter cuidado com a alta exposição aos raios solares, que pode acarretar riscos para a saúde.

Segundo o dermatologista Márcio Claro Baldissera, as doenças de pele são frequentes no inverno como no verão. “No verão, por exemplo, a micose, melasma (manchas escuras na pele), verrugas, acne e o bicho geográfico (doença causada pelas fezes de gatos e cachorros nas praias) ganham mais forças. Os locais quentes, úmidos e o suor facilitam a proliferação de fungos”, afirma.

Lembrar da importância e dos cuidados com sol é fundamental para o organismo, para evitar problemas de pele, como pequenas erupções e até câncer. É inevitável se expor aos raios solares, portanto é necessário se atentar aos horários indicados pelos especialistas, uma vez que o sol beneficia a saúde muito mais do que a prejudica.
O sol é uma peça chave para o metabolismo. Por meio dele, nosso organismo retém a vitamina D, importante para o funcionamento dos órgãos e para o bem-estar. A luz solar é uma fonte natural e o contato e absorção de cada um pode variar de acordo com a localidade, faixa etária e a cor da pele.

“A vitamina D é muito falada hoje em dia e a falta dela pode prejudicar a saúde, com o enfraquecimento dos ossos, que pode levar a osteoporose. Não existe nada confirmado que a falta de vitamina D prejudique todo o nosso organismo, apenas a parte óssea. O excesso de cuidados, quando a pessoa tem a pele fraca e não se expõe ao sol, pode levar a deficiência desta vitamina”, ressalta Baldissera.

O médico orienta que 10 a 15 minutos de sol por dia já ajuda o organismo. “Quando a pessoa não pode ficar exposta ao sol, pode ingerir a própria vitamina como complemento. A alimentação saudável ajuda na absorção de nutrientes e os alimentos com caroteno auxiliam neste processo. A exposição ao sol deve ser moderada, por ser o primeiro fator de envelhecimento precoce na pele”, comenta.

Excesso nocivo

Revista Servioeste - Saúde e Meio Ambiente Excesso nocivo A exposição prolongada e repetida da pele ao sol pode causar envelhecimento precoce, manchas na pele, queimaduras graves, até o surgimento de câncer. Os...

A exposição prolongada e repetida da pele ao sol pode causar envelhecimento precoce, manchas na pele, queimaduras graves, até o surgimento de câncer. Os cânceres de pele têm se agravado muito no decorrer dos anos. “Existem três tipos mais comuns de câncer de pele: carcinoma basocelular, carcinoma epidermóide e o melanoma. Tanto para o basocelular e o epidermóide, o tratamento consiste na ressecção cirúrgica completa, sem necessidade de outros tipos de tratamentos como quimioterapia ou radioterapia. O melanoma é muito agressivo, podendo se espalhar para outros órgãos do corpo (formar metástases) se não for tensão, é necessário a remoção de linfonodos regionais e radioterapia. Quando o melanoma estiver com metástases, o tratamento é com medicações (quimioterapia ou medicamentos alvo moleculares e imunoterapia)”, explica a oncologista Márcia Kotz.

É aconselhável evitar exposição à radiação do sol nos horários mais críticos, especialmente entre 10h e 16h, quando os raios ultravioleta UVB têm uma incidência mais vertical à Terra e, consequentemente, provocam mais danos à pele e também aos olhos. Usar chapéus, óculos com proteção UVA E UVB e roupas de mangas compridas também são boas opções. Não esquecer o filtro solar, diariamente, mesmo em dias nublados, e 30 minutos antes de se expor ao sol e sempre que sair da água.

Cuidados extras

Todos os tipos de câncer de pele geralmente não geram dor ou desconforto. Portanto, toda ferida que não cicatriza, permanece ou cresce em 30 dias, e toda mancha de pele com áreas escuras, pretas ou que mudou de formato, de tamanho, inclusive mancha de nascença que mudou de aspecto, devem ser avaliados por um profissional médico.

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