Postado em 17 de Setembro de 2020 às 11h20

Nanotecnologia contra covid-19

Inovação (20)Especial (28)

Material plástico demonstrou ser capaz de eliminar 99,84% de partículas do novo coronavírus

O filme plástico adesivo para proteção de superfícies, como maçanetas, corrimãos, botões de elevadores e telas sensíveis ao toque, é capaz de inativar o novo coronavírus por contato. Lançado pela indústria de filmes de proteção de superfície Promaflex, o material possui micropartículas de prata e sílica incorporadas em sua estrutura, desenvolvidas pela Nanox, empresa de nanotecnologia, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Em testes feitos no laboratório de biossegurança do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), o material, à base de polietileno, demonstrou ser capaz de eliminar 99,84% de partículas do SARS-CoV-2 após dois minutos de contato.

“A norma técnica de medição da atividade antiviral em plásticos e outras superfícies não porosa, a ISO 21702, estabelece que o material tem que demonstrar essa ação em até quatro horas. O filme plástico com o aditivo mostrou ser capaz de atingir essa meta em um prazo muito menor e a ação virucida aumentou com o tempo”, diz Lucio Freitas Junior, pesquisador do ICB-USP.

“Como as micropartículas de prata e sílica são adicionadas na massa do plástico durante a produção, a ação antimicrobiana permanece durante toda a vida útil do material”, afirma Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox. A recomendação, porém, é de uso por até três meses para evitar desgaste por contato excessivo.

Máscara e tecido anti-covid

Em parceria com a fabricante de brinquedos Elka, a Nanox desenvolveu máscara reutilizável, feita com plástico flexível e aditivo aplicado na superfície, que promete maior proteção contra o novo coronavírus.

“As micropartículas de prata e sílica aumentam o nível de proteção ao impedir a presença na máscara de fungos e bactérias, que podem facilitar a adesão do novo coronavírus na superfície de materiais”, disse Luiz Gustavo Pagotto Simões, à FAPESP. No início de agosto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu o registro do produto, permitindo o uso como equipamento de proteção individual (EPI).

As micropartículas de prata e sílica também foram aplicadas na superfície de tecido para o desenvolvimento de roupas anti-COVID-19. Em testes em laboratório, o material demonstrou ser capaz de inativar o SARS-CoV-2 também após dois minutos de contato. Além de testes para avaliação da atividade antiviral, antimicrobiana e fungicida, o material também passou por ensaios para avaliação do potencial alérgico, fotoirritante e fotossensível, para eliminar o risco de causar problemas dermatológicos.

Fonte: Agência FAPESP 

Veja também

O lixo como adubo22/12/17Hospital Moinhos de Vento inova com projeto de compostagem acelerada. Por Katiane Marques Nascido da vontade de imigrantes alemães em reproduzir na capital gaúcha a qualidade das instituições de saúde da Europa, o Hospital Moinhos de Vento figura na seleta lista do Ministério da Saúde dos hospitais de excelência do Brasil e no ranking dos melhores hospitais da América Latina. Com noventa anos de......
Licença ambiental a um clique de distância16/04/18INEA lança aplicativo para desburocratizar licenciamento ambiental. O município de Três Rios, no Rio de Janeiro, sediou, no final de março, o lançamento do aplicativo INEA Licenciamento, uma ferramenta para smartphones para modernizar e agilizar o processo de licenciamento ambiental no estado do Rio......
Tijolo Verde13/10/17Tecnologias são colocadas em prática para gerar soluções com menor impacto ambiental dentro da construção civil. Por Carol Bonamigo Extração de matéria prima da natureza, produção de materiais, construção de edificações. Esses são apenas alguns dos inúmeros processos que requerem para a......

Voltar para NOTÍCIAS