Postado em 12 de Junho de 2017 às 08h43

Iluminação solar no Arco Metropolitano do Rio de Janeiro

Energia Limpa (7)

Rodovia é uma das maiores do mundo iluminadas com o uso de fonte energética renovável

Uma das principais práticas sustentáveis é a geração de energia limpa, seja nas casas, empresas ou nos espaços públicos. Trata-se de uma maneira de garantir energia oriunda da própria natureza. Encontrar iluminação de fontes renováveis é cada vez mais frequente em áreas residenciais e comerciais, mas não necessariamente em estradas.

O Arco Metropolitano, inaugurado em 2014 pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, entre Duque de Caxias e Itaguaí, na Baixada Fluminense, se tornou uma das maiores estradas do mundo iluminadas com o uso de fonte energética renovável. A Secretaria de Obras do RJ instalou, ao longo de 2015, 4.310 postes equipados com placas fotovoltaicas, ao longo dos 72 quilômetros do trecho. A iluminação não estava prevista no projeto inicial – uma vez que as grandes rodovias só têm postes nas áreas mais adensadas –, mas foi incluída pelo para garantir a segurança dos motoristas.

A iluminação consiste em postes com a placa solar acoplada, pelas quais a luz solar é captada e convertida em energia elétrica que, armazenada em baterias, alimenta durante a noite as luminárias. Equipadas com um sensor, as lâmpadas se acendem automaticamente quando o sol se põe e se apagam
com a luz do dia.

Vantagens da Luz Solar

São inúmeras as vantagens do sistema. Uma delas é a adoção de lâmpadas de Led. Sendo de iluminação branca e semelhante à claridade do dia, facilita a visibilidade da sinalização da rodovia e minimiza o risco de acidentes. Desta maneira, segundo a Secretaria de Obras do RJ, viajar à noite não seria problema para os motoristas, principalmente no Arco, onde é grande o tráfego de caminhões no período noturno.

Outro benefício do tipo de lâmpada adotado é que, além de a luminária convencional de vapor de sódio consumir 2,5 mais energia, sua vida útil é de apenas um ano e meio, enquanto a de Led é, em média, de 12 anos, o que evita número excessivo de manutenções corretivas. E o Estado ainda não gastará com a energia consumida: a geração mensal de energia elétrica de cerca de 500 MWh por mês representa uma economia anual de seis GWh por ano. “Esta geração representa uma economia equivalente ao consumo de energia convencional de cerca de cinco mil famílias de baixa renda”, comparou o secretário estadual de Obras, José Iran Peixoto Júnior.

O sistema ainda é vantajoso em caso de blecaute total: os postes possuem geração de energia autônoma. E, em caso de condições climáticas adversas, como falta de sol, as baterias possuem carga para alimentar as luminárias por três dias. Sem contar o ganho ambiental: a energia consumida equivale à redução de emissão de 265 toneladas de CO2 por mês na atmosfera. É uma redução comparável ao efeito do replantio de 1,8 mil árvores.

Abandono

Apesar de ser considerada uma referência em fonte de energia renovável, a rodovia do Arco Metropolitano sofre as consequências do abandono e falta de segurança. Reportagens veiculadas pela TV Globo RJ, em fevereiro e maio de 2017, revelam a apreensão por parte de motoristas em relação às condições da via. Há depredação de equipamentos, falta de limpeza na pista e ausência de postos de combustíveis, borracharias ou assistência na estrada, resultando em inúmeros casos de violência, o crescimento de assaltos na região e a redução do fluxo na via. Projetada para receber 30 mil veículos por dia, atualmente recebe apenas 15 mil.

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