Postado em 16 de Abril de 2018 às 15h47

Corrida pela sustentabilidade

Resp. Ambiental (35)

Indústria automobilística investe em energias renováveis e inovações tecnológicas em um caminho para a mobilidade sustentável.

Cerca de 52 milhões de veículos circulam pelas vias brasileiras diariamente. Isso corresponde a uma média de um carro a cada quatro habitantes. O acúmulo de automóveis trafegando sem condições adequadas é um perigo para a população e o meio ambiente.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, “cabe a indústria automobilística o desenvolvimento e a produção de veículos tecnologicamente aptos a promover a redução do consumo de combustível, menores níveis de emissões e ruídos, motorizações com combustíveis alternativos e veículos aptos a rodar dentro dos padrões de segurança veicular exigidos”.

Alguns fabricantes, já pensando à frente do seu tempo, implantaram iniciativas sustentáveis muito antes do assunto estar tão em voga. Como o caso da BMW, a primeira fabricante da indústria automobilística a nomear um executivo ambiental, em 1973. “A sustentabilidade é implementada em toda a cadeia de valor do BMW Group. Em 2001, a empresa assinalou seu comprometimento com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, ao Pacto Global das Nações Unidas e à Declaração de Produção Mais Limpa. Hoje, o Conselho de Sustentabilidade, formado por todos os integrantes do Conselho Administrativo, define o alinhamento estratégico por meio de metas obrigatórias”, informa a empresa.

O BMW Group – que engloba as marcas BMW, MINI e Rolls-Royce – adota uma abordagem holística, implementando a sustentabilidade em toda a sua cadeia de valor. Além de reduzir as emissões de CO2, a estratégia também concentra-se em alcançar progresso contínuo em áreas como a proteção ambiental, a sustentabilidade da cadeia de abastecimento, de orientação dos funcionários e compromisso social.

Determinado a ser líder na utilização de energias renováveis na produção e criação de valor, 58% da energia comprada pelo Grupo no mundo já provém de fontes renováveis.

A BMW Group opera quatro turbinas eólicas na fábrica de Leipzig, que fornecem exclusivamente energia para a produção do BM W i3 e BM W i8. A fábrica em Spartanburg, na Carolina do Sul, utiliza o gás metano de um aterro nas proximidades para gerar até 50% da energia necessária para a produção.

Frota renovável

Mas o aumento dos carros circulando pelas estradas, bem como a idade dos automóveis, leva a outra preocupação. O que fazer com toda essa frota, quando atingir o fim da sua vida útil? A palavra “reciclagem” não é novidade quando empregada ao setor automobilístico em países como Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Entretanto, o Brasil ainda tem muitos quilômetros a percorrer nesta direção. Há apenas três anos a Lei do Desmanche (Lei 12.977/2014) entrou em vigor, tornando o mercado de peças usadas um negócio legítimo e lucrativo. E como podem os componentes elétricos ser mais eficientemente reciclados? Reutilizando-os. E com esse pensamento, a BMW lançou o modelo i3, com 95% do material utilizado na produção apto a reciclagem.

“Desde a concepção à produção, desde a vida útil do veículo à sua eliminação, cada detalhe baseia-se na sustentabilidade. E a sustentabilidade é uma atitude que não tem início nem fim. Existem várias formas de reutilizar a bateria de alta tensão e íons de lítio de alta performance de um veículo BMW i após a sua utilização: o armazenamento fácil e eficiente de energia intermediária em sistemas de energia solar ou eólica é apenas um exemplo. A BMW i foi também pioneira no processamento de fibras de carbono e na sua reciclagem. Para o BMW Group, os remanescentes da produção de carbono constituem materiais valiosos que são canalizados de volta para o processo de produção ou reutilizados em outras áreas”, explica a fábrica.

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