Postado em 14 de Agosto de 2017 às 09h15

Trate corretamente seus pets, do princípio ao fim

Espaço Animal (12)

Grupo Servioeste mantém parceria de seis anos com a Associação Voluntários Amigos dos Bichos.

Por Carol Bonamigo

Trabalhar pelo bem-estar dos animais e contribuir com a melhoria da saúde pública da cidade de Chapecó. Estes são os principais objetivos da Associação Voluntários Amigos dos Bichos, uma entidade sem fins lucrativos que atua desde 2005 no município.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que só no Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados, entre cães e gatos. Em Chapecó, na tentativa de reverter a situação, a Amigos dos Bichos realiza o controle populacional animal com cerca de 700 cirurgias anuais e a identificação de todos os bichos esterilizados através da implantação de transponders subcutâneos (microchip).

Além deste controle, a ONG ajuda a encontrar novos tutores para os pets abandonados que precisam de um lar. O laço de amor e amizade criado entre os animais e os seres humanos é intenso, chegando a fazer parte integrante da família. Por isso, quando um bichinho chega a falecer, afeta todos ao seu redor. 

Revista Servioeste - Saúde e Meio Ambiente Muitas pessoas desconhecem, mas, ao morrer, os animais também precisam ter uma destinação final correta, para evitar de se tornarem um risco ao meio ambiente. Por isso, desde 2011 o...

Muitas pessoas desconhecem, mas, ao morrer, os animais também precisam ter uma destinação final correta, para evitar de se tornarem um risco ao meio ambiente. Por isso, desde 2011 o Grupo Servioeste – empresa especializada em coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos de serviços de saúde – possui uma parceria com a Amigos dos Bichos, fazendo o recolhimento e a destinação final correta após o falecimento dos animais. “É comum as pessoas enterrarem seus animais de estimação no quintal de casa. Porém, esta prática não é apropriada, sobretudo, pelo risco biológico associado aos cadáveres de animais. Tais resíduos devem ser submetidos a tratamento em equipamento compatível com nível III de inativação microbiana, visando a redução ou eliminação da carga microbiana. Após o tratamento, os resíduos podem ser encaminhados para aterro sanitário licenciado ou local devidamente licenciado para a disposição final de resíduos de serviços de saúde (RSS) ou, ainda, sepultamento em cemitério de animais", explica o engenheiro ambiental do Grupo Servioeste, Cássio Dalla Rosa.

Para a voluntária da entidade, Jovane Bottin, a parceria com empresas como a Servioeste é fundamental para o funcionamento da ONG, especialmente para as licenças ambientais necessárias. “Sem esta coleta, o nosso trabalho seria inviabilizado. Mas a conscientização das pessoas também é suma importância. Os animais são parte da nossa vida e de nossas famílias. E viverão para sempre em nossas lembranças. Então não podemos pensar que enterrando no quintal eles estarão conosco. Desta forma, infelizmente, estarão nos prejudicando e a outros animais também. Temos que levá-los em nossa mente, em nossos corações, e deixar que seus restos físicos sejam destinados corretamente. Não queremos que nossos amados acabem se tornando um problema para nossas ou para as futuras gerações”, avalia Jovane.

Portanto, a voluntária indica que, nestes casos, os tutores procurem a entidade ou uma clínica veterinária.

Revista Servioeste - Saúde e Meio Ambiente - A ONG resgata e reabilita cães e gatos em situação de vulnerabilidade.
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Revista Servioeste - Saúde e Meio Ambiente - Depois de reabilitados, os pets são encaminhados à adoção consciente.
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Revista Servioeste - Saúde e Meio Ambiente - Fotos: Arquivo | Voluntários Amigos dos Bichos
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