Postado em 09 de Junho de 2017 às 10h41

Extinção das abelhas é uma ameaça também a nós

Espaço Animal (12)

Atuação das abelhas resulta em um terço da produção de alimentos e interfere em 35% das colheitas em todo o planeta.

Reza a lenda que Albert Einstein disse certa vez que "se as abelhas morrerem, os humanos morrerão em seguida nos próximos anos". Certo ou errado, o fato é que a diminuição considerável da população das abelhas tem deixado cientistas do mundo todo muito preocupados.

Em outubro de 2016, o instituto norte-americano US Fish and Wildlife Service (FWS) acrescentou as abelhas na lista de espécies em extinção. E você pode se perguntar, o que eu tenho a ver com isso? Muito. Esses insetos não são apenas responsáveis pela fabricação de mel, mas também por boa parte da nossa alimentação. Isso porque as nossas amiguinhas operárias servem como órgão sexual de diversas plantas, realizando a polinização de boa parte das frutas e verduras.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a atuação das abelhas resulta em 1/3 da produção de alimentos e interfere em 35% das colheitas em todo o planeta. Além disso, 87,5% das espécies de plantas com flores precisam de polinizadores (insetos, aves, mamíferos) para gerarem frutos e sementes sadios. “Os polinizadores são tão importantes que 75% da alimentação humana depende, direta ou indiretamente, de plantas polinizadas ou beneficiadas pela polinização. Sem eles, as plantas dependentes não se reproduzem, e a abelha do mel (Apismellifera) é o polinizador de importância agrícola mais utilizado no mundo”, explicou o secretário federal de Biodiversidade e Florestas, Roberto Cavalcanti.

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De acordo com informações da Revista Exame, de 2012 para 2013, 31% das abelhas dos EUA tinham desaparecido; na Europa, naquele período, o número chegou a 53%; e no Brasil, a quase 30%. Das 25 mil espécies conhecidas, sete já estão ameaçadas de extinção.

Especialistas ainda discutem o que pode estar ocasionando esta diminuição na população mundial das abelhas, e os fatores mais apontados são poluição, incêndios florestais e o uso excessivo de agrotóxicos.

Para entender mais sobre o tema e suas consequências mundiais, o site alemão Kurzgesagt, com apoio da Academia Australiana de Ciência, fez um vídeo explicando o chamado "distúrbio do colapso das colônias" e suas consequências.

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